NOVO – Dança Oriental

NOVO – Dança Oriental

Mais uma boa novidade para você!

Pratique Dança do Ventre no INCCAS. Com tradição milenar e com muitos benefícios (ainda muitas vezes desconhecidos pela maioria das pessoas), esta atividade milenar está se generalizando, até mesmo no meio masculino, sabia?

A Dança do Ventre é vista por muitas pessoas no Brasil como uma dança sensual, mas é bem mais que isso, especialmente para as mulheres. Tem a ver com a celebração da vida, com o pranto por uma triste memória, com a introspecção que nos leva ao entendimento de uma emoção, com as tradições folclóricas dos povos árabes… No entanto, na cultura ocidental há uma ideologia reducionista que a torna mero fetiche e coloca a mulher que dança sobretudo como um corpo a ser desejado, visto, sexualizado. Temos essa construção de que o quadril está sendo oferecido para o gozo, porque em nossa cultura essa parte do corpo é enxergada apenas sob a perspectiva da sensualidade, mas, na Dança do Ventre, a exposição do quadril não se reduz a isso, podendo, por exemplo, celebrar a fertilidade. Sem falar que cada vez mais temos homens inseridos nesse universo — procurem, por exemplo, por Flávio AmoêdoTito Seif e Renato de Boita (Clique nos links para ver os vídeos).

A Dança de Ventre é uma famosa dança praticada originalmente em diversas regiões do Oriente Médio e da Ásia Meridional. De origem primitiva e nebulosa, datada entre 7000 e 5000 a.C, seus movimentos aliados a música e sinuosidade semelhante a uma serpente foram registrados no Antigo Egito, Babilônia, Mesopotâmia, Pérsia e Grécia, e tinham como objetivo preparar a mulher através de ritos religiosos dedicados a deusas para se tornarem mães. Com a invasão dos árabes, a dança foi propagada por todo o mundo. A expressão dança do ventre surgiu na França, em 1893. No Oriente é conhecida pelo nome em árabe raqṣ sharqī  (رقص شرقي, literalmente “dança oriental”), ou raqṣ bládi (رقص بلدي, literalmente “dança da região”, e, por extensão, “dança popular”), ou pelo termo turco çiftetelli (ou τσιφτετέλι, em grego).

É composta por uma série de movimentos vibrantes, impactantes, ondulações e rotações que envolvem o corpo como um todo. Na atualidade ganhou aspectos sensuais exóticos, sendo excluída de alguns países árabes de atitude conservadora.

A Dança do Ventre pode ser um instrumento feminista, além de tudo o que ela já é:

– A aquisição de uma consciência corporal que lhes permite cuidar melhor de si, de sua saúde, entender a linguagem de seu próprio corpo;

– O entendimento de seu corpo como algo a ser valorizado, que merece atenção, afeto, reconhecimento, que não se constrange pela exposição ao olhar do outro;

– O surgimento e a consolidação de um sentimento de camaradagem feminina, que permite ajudar e ser ajudada, reconhecer a autonomia e a beleza em si e na outra – e isso vai além do espaço em que se pratica a dança, estendendo-se para outras esferas da vida dessas mulheres;

– Melhoria na capacidade de se comunicar, de se fazer ouvir;

– A possibilidade de encontrar algo dentro de si que reconheça como seu – entendendo que pode fazer com isso o que quiser.

Por tudo isso, considero libertador o que a Dança do Ventre pode oferecer, não apenas convertido em benefícios físicos, mas em possibilidades de discursos.

por, Nara Lasevicius Carreira é professora de Literatura, dançarina por livre e espontânea necessidade e gosta mais de batata do que de estudar. Ou não.

In, Dança do Ventre: sexualidade e autonomia da mulher que dança

 

 

A origem é controversa. É comum atribuir a origem a rituais de fertilidade no Egito, embora a Egiptologia afirme que não há registros desta modalidade de dança nos papiros – as danças egípcias possuíam natureza acrobática. É possível que alguns dos movimentos, como as ondulações abdominais, já fossem conhecidos no Antigo Egito, com o objetivo de ensinar às mulheres os movimentos de contração do parto. Com o tempo, foi incorporada ao folclore árabe durante a invasão moura no país, na Idade Média. Não há, contudo, registros em abundância da evolução na Antiguidade.

Por possuir elementos corporais e sensuais femininos, acredita-se que sua origem remonta ao Período Matriarcal desde o Neólitico, cujos movimentos revelam sensualidade, de modo que a forma primitiva era considerada um ritual sagrado. A origem está relacionada aos cultos primitivos da Deusa Mãe, Grande Deusa ou Mãe Cósmica: provavelmente por este motivo, os homens eram excluídos do cerimonial (Portinari, 1989). As mais antigas noções de criação se originavam da ideia básica do nascimento, que consistia na única origem possível das coisas e esta condição prévia do caos primordial foi extraída diretamente da teoria arcaica de que o útero cheio de sangue era capaz de criar magicamente a prole. Acreditava-se que a partir do sangue divino do útero e através de um movimento, dança ou ritmo cardíaco, que agitasse este sangue, surgissem os “frutos”, a própria maternidade. Essa é uma das razões pelas quais as danças das mulheres primitivas eram repletas em movimentos pélvicos e abdominais.

As manifestações primitivas, cujos movimentos eram bem diferentes dos atualmente executados, tiveram passagem pelo Antigo Egipto, Babilônia, Mesopotâmia, Índia, Pérsia e Grécia, tendo como objetivo através ritos religiosos, o preparo de mulheres para se tornarem mães. (Penna, 1997). (Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.)